<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36203388</id><updated>2011-07-07T22:24:15.062-07:00</updated><title type='text'>Flor do meu desejo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ricardo Jorge</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36203388.post-1604308202945237750</id><published>2008-11-29T05:58:00.001-08:00</published><updated>2010-03-18T20:32:16.690-07:00</updated><title type='text'>Amélia</title><content type='html'>Bom dia, Amélia. Mulher dos olhos pouco pardos, talvez brilhantes, certamente azulados. Cabelos loiros, lisos e de sorriso alegre. Expressão sublime de suave humor e de riso desperto.&lt;br /&gt;Quem és tu? Porque estás aqui no lugar onde eu não te pertenço? Porque te sinto onde não te posso sentir? Porque me magoas sem tal fazer, embora o teu silêncio seja gritante e doloroso? Porque te vais, embora aí estejas? Porque é que és o que nunca foste? Porque te sinto? Sim, porque te sinto?&lt;br /&gt;Imagina este mar picado com um céu nublado, chuvoso e tempestuoso. Sou apenas uma onda que vagueia pelo pranto, que no entanto se rende a um entretanto encanto que surge em raios de sol por entre um céu azul inesperado.&lt;br /&gt;Esse encanto és tu, Amélia.&lt;br /&gt;Escreveste esta página na minha vida, para já. Talvez sejas um livro num belo dia, numa próspera semana ou numa eternidade...&lt;br /&gt;Boa tarde, Amélia. Camélia do oriente, flor azul de pétalas de oiro, de caule delgado e vestida de vento. Não fujas para já. Deixa-me ver-te outra vez. Deixa-me guardar-te na memória. Deixa que a minha presença seja um verão em ti, inspirada de ternura e de carinho nestes dias frios e sem vento.&lt;br /&gt;Pega nesta flor do meu desejo que não atirei para o palco. Guarda-a contigo para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa noite, Amélia.&lt;br /&gt;Do teu sempre ocaso vespertino,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36203388-1604308202945237750?l=flordomeudesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/feeds/1604308202945237750/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36203388&amp;postID=1604308202945237750&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/1604308202945237750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/1604308202945237750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/2008/11/amlia.html' title='Amélia'/><author><name>Ricardo Jorge</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36203388.post-2259121658316727451</id><published>2008-10-01T17:25:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T20:32:16.754-07:00</updated><title type='text'>O Outono devolveu-nos o parêntesis...</title><content type='html'>E tão depressa o parêntesis parecia ter-se transformado na história, como de repente se fechou. O Outono começou como uma Primavera, mas depressa as folhas morreram e os jardins tronaram-se cinzentos como a neblina que derramou.&lt;br /&gt;Todo o sabor apaixonado da tua boca afinal tornou-se o mais efémero dos momentos. Afinal não se tratava de um mar calmo, sereno, feliz. Tratava-se de uma poça de água, por acaso mantida pelo frio da madrugada, que parecia um mar. Cheio de energia. Cheio de história.&lt;br /&gt;Aquele forte abraço era de quem? Teu? Não. Era de um sonho. Foste tu que me beijaste? Não, foi um pronuncio de morte. De tristeza. De solidão.&lt;br /&gt;O Inverno, afinal, é que chegou cedo de mais. Um Inverno triste. Só. Quebrado pelo som das rajadas a bater nas empanas velhas desta prisão.&lt;br /&gt;Mais um Inverno nesta masmorra. Neste mar insípido, sem vento e sem sol. Tão efémero como o amor que de repente parecia que tinhas. Que alma é tua? Porque é que me mataste?&lt;br /&gt;Sou um navegador solitário. Vou morrer neste mar distante. Sem vento e sem sol. Tão triste como o Inverno. Tão só como as minhas lágrimas que choram por ti. &lt;br /&gt;De uma luz tornaste-te uma bala. Metralhaste o meu corpo. Feriste de morte o meu último porto. Que O Nome me leve daqui depressa. Que me leve para outro continente. Que me faça voltar à terra. Que me faça integrar novamente no cosmos. &lt;br /&gt;E tu, fica com o efémero. É o teu lugar. Ficas aí, parada. Sedentária. Sem coragem para viajar no infinito. Recorda-te de mim quando vires a constelação de Orion. É essa a que eu mais gosto. É essa que eu te queria levar no meu barco encantado. Olha e pensa que poderias ser a rainha dessa dimensão. Lembra-te dos meus lábios, que te beijaram de amor. Somente e simplesmente. Nada mais. Nada menos.&lt;br /&gt;O Outono devolveu-nos o parêntesis... mas fechou-o para sempre, porque assim o quiseste. Talvez um dia te arrependas. Nesse dia procura-me no lugar mais triste, que eu estou lá. Deposita-me rosas vermelhas, que eu gosto, e uma pedra do mar sobre o mármore, sobre os triângulos entrelaçados sobre escritos que poucos entendem. Nesse dia atira-me uma lágrima tua. Se me amares, talvez a minha alma volte a ter luz. Talvez olhes para a constelação e surja uma estrela cadente. Se me amares nesse dia, essa estrela será o meu sorriso... mas longínquo, distante, sem retorno.&lt;br /&gt;Hoje é Inverno. Estou cego. Estou morto de dor e de saudade. Só te queria amar. Só te queria levar para o mar da vida. De ti queria gerar uma nação. Dar ao mundo uma descendência com a tua beleza e com o teu encanto.&lt;br /&gt;Ficas-te pelo efémero. Vou partir, talvez afundar já ao largo desta costa sem porto... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus meu amor. Como eu te queria amar e como tu tão simplesmente me deste uma tempestade fulminante. Adeus meu amor. Que te julguei minha amante. Que me deixas partir para a tristeza. Que me deixas escorrer nos teus dedos para a areia seca. Adeus meu amor. Que do efémero te tiraria, mas que me atiraste para um inferno de solidão, de frio e de vento. Sombrio como o Inverno, escorregadio como as calçadas. Adeus meu amor. Que tantos poemas que te queria oferecer... e deixo-te apenas esta nota. Dissonante. Quase morta. Triste. Solitária. Com o amor partido.&lt;br /&gt;Deposita também rosas vermelhas nessa calçada encharcada. Onde escorreguei para conquistar os teus braços. O meu sangue escorre entre as águas a caminho do rio. A caminho do mar. Desaguarei no infinito. Enfim, no esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Outono devolveu-nos o parêntesis... e fechaste-o de novo, talvez para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36203388-2259121658316727451?l=flordomeudesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/feeds/2259121658316727451/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36203388&amp;postID=2259121658316727451&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/2259121658316727451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/2259121658316727451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/2008/09/o-outono-devolveu-nos-o-parntesis.html' title='O Outono devolveu-nos o parêntesis...'/><author><name>Ricardo Jorge</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36203388.post-5169873281503281509</id><published>2008-09-28T17:33:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T20:32:16.756-07:00</updated><title type='text'>A obra de arte que nasceu de ti</title><content type='html'>Abriram-se as portas douradas para mais um evento na cidade velha. As estátuas de marfim moviam-se em torno da multidão esbelta, enquanto violinos esteavam estandartes melódicos anunciando a exposição. Por detrás do teatro erguia-se no crepúsculo indigo uma manta de veludo para combinar com o marfim em movimento que serpenteava o ar transparente.&lt;br /&gt;As pessoas, esbeltas, altivas como delfos, vestidas a rigor, perfumadas com aromas suaves da natureza, criavam um jardim sobre o tapete verde que se estendia desde o infinito do palco até ao finito do horizonte. Aquele que delimita o perímetro da percepção ou da realidade mais bela. As falas eram madrigais e os passos xilofones primitivos, de madeira, por vezes com sopros súbitos de humildes flautas das tribos, que a felicidade teve o privilégio de escutar. &lt;br /&gt;Raiavas tu, no esplendor do teu trono junto ao meu. Eras a minha inspiração para a criação da mais bela das obras de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;(Acordei agora... era um sonho. Apenas um sonho... que o perdi!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36203388-5169873281503281509?l=flordomeudesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/feeds/5169873281503281509/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36203388&amp;postID=5169873281503281509&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/5169873281503281509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/5169873281503281509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/2008/09/obra-de-arte-que-nasceu-de-ti.html' title='A obra de arte que nasceu de ti'/><author><name>Ricardo Jorge</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36203388.post-3179724441736721594</id><published>2007-08-15T20:31:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T20:32:16.817-07:00</updated><title type='text'>Entre parêntesis no efémero</title><content type='html'>Vagueava nos mares da vida numa rota subjectiva, por vezes com tempestades de tinta da china, outras vezes com aguadas de azul índigo adivinhando o esplendor do nascer do sol. A solidão era a minha companheira, mas ocupava o tempo a trabalhar com o efémero. Por isso nem reparava nela. Coitada.&lt;br /&gt;Um dia parei num porto encantado. Atraquei o meu barco de silêncio num cais de palavras. Entrei pelas portas de água e subi as escadas de Jacob sem saber se era o efémero, o meu velho amigo, que me esperava.&lt;br /&gt;Esperei num limbo de luzes, vazio, sem cor, num banco de nada ao lado de uma mesa de coisa nenhuma. O efémero apareceu e fugi de repente, apesar do meu corpo ter ficado ali, imóvel. Quando entraste viste-me imóvel, gelado, transparente, enquanto o efémero discutia comigo. E ficamos assim cinco minutos. Voltei, o efémero foi-se, e eu vi-te cheia de encanto. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quem és?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Falamos sobre o efémero, esse que me persegue, algum tempo. E mais tempo ainda depois. Mas com o tempo, com o tempo que vai e que não volta, falamos no "entre parêntesis" das frases. Dia após dia os parêntesis eram maiores e mais belos. Quando voltava ao barco esquecia-me do efémero, mas sentia a solidão abraçada ao meu corpo. Ficava triste e desejava falar contigo, mesmo sobre o efémero.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Quando chegares escreve-me uma carta com as pétalas do teu corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Só tinha medo que te lembrasses de mim por causa do efémero e não dos parêntesis...&lt;br /&gt;(Hoje vagueio à procura de ti. Perdi a orbita do efémero. Tu és o sol e eu uma terra sem sol. Acolhe-me com a tua energia, com a tua luz, com o teu esplendor. Acolhe-me nos teus braços e deixa que os astros façam o resto.)&lt;br /&gt;O efémero bateu à porta. Vou abrir e venho já...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36203388-3179724441736721594?l=flordomeudesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/feeds/3179724441736721594/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36203388&amp;postID=3179724441736721594&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/3179724441736721594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/3179724441736721594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/2007/08/entre-parntesis-no-efmero.html' title='Entre parêntesis no efémero'/><author><name>Ricardo Jorge</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36203388.post-6945012034606410613</id><published>2007-05-11T22:32:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T20:32:16.819-07:00</updated><title type='text'>Trinta e dois</title><content type='html'>Fiz 32 anos e... nada de novo. &lt;br /&gt;Esperei por ti e não vieste. Desejava tanto ver-te ou sentir-te, e nada. Nada, nada, nada... Mas o pior, sabes, é que eu nem sei quem tu és. Se és alguém, se és o quê?, se és um "estado de espírito". Ou, talvez, um milagre.&lt;br /&gt;Trinta e dois anos de idade. O que é isso? Só sei que desde que a minha mãe me pariu, vivi num planeta que deu trinta e duas voltas ao sol. Esse sol tão bonito quando nos sentimos nostálgicos. Estou nostálgico. Porquê?&lt;br /&gt;Por nada, talvez, ou por tudo. Nem sei porquê! Ás vezes julgo que estou nostálgico por aquilo que nunca fui. Não sei. Estou nostálgico porque tenho saudades tuas, embora não saiba quem tu és. Ou sei, mas não te vi ou não me lembro de te ter visto.&lt;br /&gt;Mas estou cansado. Estou cansado e tenho o 32 a pairar sobre a minha cabeça. Estou cansado de quê? Talvez da minha vida sem ti. Quero tanto encontrar-te para ficar descansado... sem saber, também, ao certo, o que é descansar.&lt;br /&gt;Fiz dois testes sobre a "inteligência emocional"... nada de novo. Nada que eu não soubesse. Já sei que sou assim e nem sei o que mudar. Talvez mudar de olhos, para te ver. Mudar de pele, para te sentir. &lt;br /&gt;Mas estou cansado, embora seja novo. Tão novo, porque apenas assisti a trinta e duas voltas ao sol... mas se eu vivesse noutro planeta, quantos vezes teria assistido? Não me apetece saber isso agora. &lt;br /&gt;"Pensas demais". Já ouvi isso imensas vezes. "És complicado". Outras tantas. E depois? Paro? Descomplico? &lt;br /&gt;Eu só queria mesmo era encontrar-te. Não sei porquê, mas queria encontra-te. Nunca mais te largava até me fartar de ti. Mas acho que não me fartava. É por isso que te procuro. &lt;br /&gt;Daqui a trina e dois anos estou certo que já te encontrei. Por certo assistirei ao que nem quero imaginar. Perder tantos de quem eu gosto. Ou, talvez, já tenha sido abraçado pela terra. Às vezes desejava isso, não ter conhecimento da morte de quem eu gosto e de quem eu vou gostar. Preferia ir primeiro para não sentir a falta deles. Caramba, que egoísta!&lt;br /&gt;A verdade é que eu não gosto do "fim". Mas parece que não quero outra coisa senão o "fim". Porque o "fim", no fundo, tal como o "fim da vida" não é nada, mas um conjunto de "fins" dão-nos o melhor e o pior que há na vida: a memória e a saudade. &lt;br /&gt;Estou com trinta e dois anos em vida e tenho saudades tuas. Embora não sejas um "fim", porque não me lembro de ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36203388-6945012034606410613?l=flordomeudesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/feeds/6945012034606410613/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36203388&amp;postID=6945012034606410613&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/6945012034606410613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/6945012034606410613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/2007/05/em-comentrio-um-texto-que-feriu.html' title='Trinta e dois'/><author><name>Ricardo Jorge</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36203388.post-116112431338344523</id><published>2006-10-17T15:29:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T20:32:16.821-07:00</updated><title type='text'>Admit one</title><content type='html'>Ela estava, de facto, num mundo. Um mundo desejoso de conhecer o universo, as outras dimensões da realidade, do sonho e do desejo. Uma procura incessante pelo saber da Natureza no seu todo. Um desafio ou ousadia às regras instituídas pela sua, nossa, cultura. Talvez uma fuga. Ou mesmo uma certeza. Uma viagem pelo desconhecido, sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarrei-me a uma partícula do seu sangue, num pequeno e simpático glóbulo vermelho, e deixei-me transportar pelas suas veias. Percorri o calor do seu mundo, fazendo inúmeras escalas pelas partes mais sensíveis e mais subtis do seu potencial criativo. Vi objectos planos, repetidos milhares de vezes: eram as células da sua linguagem transcendente (Ou real?). Imperceptíveis inicialmente - porque eram planos - e quando perfilavam, desapareciam para voltarem a aparecer, naquele magma interior imaginário. Vermelho sangue. Que não tardaria a entrar novamente em erupção com um vigor construtivo imenso. A cor, que era tão quente, e ao mesmo tempo tão húmida: uma fronteira do fervor e nunca de um inferno. Um vermelho magnético, atractivo. &lt;br /&gt;Os objectos, encadeados, pareciam um cruzamento caótico de linhas ferroviárias, que convergiam para não sei onde, mas julgo que se movimentavam harmoniosamente pelo espaço. Seria uma chave, um puzzle, uma autorização para “entrar”, ou somente um bilhete individual: tão simples, mas fundamental.&lt;br /&gt;Fui directo ao coração. Situava-se numa abóbada de seda encarnada com rasgos vermelhos de veias e artérias sanguíneas, que entrelaçadas elevavam colunas e paredes requintadas próprias de um templo budista. Pulsava tranquilamente o coração, como se fosse noite e como se o mundo dormisse. Era um pulsar em moteto, nunca dissonante, mas sereno. Limitei-me a ouvir essa música, sem pensar em rigorosamente nada. Adormeci.&lt;br /&gt;Desci às profundezas do seu ego e deparei-me com uma enorme floresta de plátanos, muito densos. O vento corria num sopro forte, estremecendo o espaço devido ao barulho das folhas que por vezes choravam, com lágrimas de desejo. O uivo do vento tornava ainda mais inquietante esse universo supostamente tranquilo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu-se de repente uma porta no meio de tudo e no meio do nada. Aproximei-me e fechou-se novamente, como nunca tivesse existido nenhuma porta naquele lugar. Abriu-se uma janela ao meu lado, pequena, e tornou-se a fechar. Novamente abriu-se outra porta, mais longe – ou perto?... E deixou-se estar aberta!&lt;br /&gt;Da porta soltavam-se vozes. Como se estivessem a rezar, alto e em conjunto como numa missa, ecoando por toda a floresta e acalmando o vento. &lt;br /&gt;A morfologia das palavras era a das formas planas, as metáforas, que circulavam no sangue. Falavam da mulher, esse gerador da vida, e das injustiças que lhe atribuem ou das virtudes que lhe negam. Como o ser escrava dos opressores masculinos, que governam e desgovernam o afecto, considerando-se as potências da sensualidade conjugal. E de facto, como as vozes falavam, nada há mais sensual que a virtude da planta feminina que se quer abrir a uma semente produtiva, inchar-se e desabrochar-se, numa tempestade de êxtase, sugerindo uma flor de prazer ou um feto de um pequeno novo mundo. Prosseguiam, apelando que ninguém pode viver consigo próprio numa imensa solidão de desejo, e que há algo mais forte que isso tudo. Algo que se quer que nos atinja, bem no centro, talvez por uma seta, talvez por um beijo, talvez por encanto. Mas que seja forte, muito forte!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prossegui a minha viagem nesse sonho, escalando a montanha íngreme do sono mais profundo. Via o chão a afastar-se e as vozes murmurando progressivamente até um quase silêncio num pianíssimo delicado e doce. &lt;br /&gt;Quando cheguei ao cume, já bem perto do despertar, as vozes reapareceram vindas da floresta, lá muito em baixo, dentro de bolhas de sabão, descrevendo uma direcção ascendente, a minha, e despertaram comigo. &lt;br /&gt;Pasmei-me a presenciar tal mistério: as vozes dentro dessas esferas vieram comigo das profundezas do sonho! E prosseguiram em direcção ao céu. Ou ao cérebro. Até que as perdi de vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desci por uma escada em caracol e fui-me encontrar em parte incerta. Uma zona com uma intensidade energética notável: talvez instintiva, sem o mínimo controlo racional; ou talvez o desanuviamento dos encantamentos sensuais que a alma produz cegamente. Só se interrompe, eventualmente, com a cortina sanguínea, que a mulher suporta nos ciclos da lua, do seu fruto gerador. &lt;br /&gt;É sensível ao tacto mais subtil. À respiração rítmica, mas profunda. Ao cheiro do perfume interno e eternamente sensual. Ao amor, esse enigma, que se espelha nos olhos dos outros olhos. Ao contacto das forças opostas num só ponto do imaginário que estremece, como um terramoto, o mundo inteiro. Deixando um rasto de transpiração na pele que se condensa num imenso mar de tranquilidade, satisfação e sono.&lt;br /&gt;Mas é no toque cuidadoso, milimétrico e selectivo onde está o segredo mágico desta esfera de sensações. Essa esfera, superior às inúmeras circunferências que a rodeiam, circula em torno dessa massa encefálica comandante dos gestos e das atitudes do quotidiano. Não dorme, não descansa, em detrimento da virtude da razão de viver. Seja ela qual for…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para: J.R. [escrito em 11 de Outubro de 2001]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36203388-116112431338344523?l=flordomeudesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/feeds/116112431338344523/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36203388&amp;postID=116112431338344523&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/116112431338344523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/116112431338344523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/2006/10/admit-one.html' title='Admit one'/><author><name>Ricardo Jorge</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36203388.post-116112120059518337</id><published>2006-10-17T14:37:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T20:32:16.822-07:00</updated><title type='text'>Uma resposta enquanto chovia raios sol ao cair da tarde...</title><content type='html'>Fim de tarde chuvoso, não tão forte como se esperava. Os raios de sol constroem templos no mar, enquanto barcos se dirigem para a doca mais próxima. A chuva faz rios de lágrimas nas vidraças, enquanto as plantas se regozijam do seu bem mais precioso. Conversam entre elas sobre alguma coisa, enquanto eu pego num pincel e pinto um segmento vertical, talvez um raio de sol com vontade de ser visto.&lt;br /&gt;Tocaste-me no ombro com a tua mão direita. Olhei para ti.&lt;br /&gt;— te quiero.&lt;br /&gt;disseste convicta com os teus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantei-me, abracei-te e viajamos até ao mar, mesmo junto aos templos de cristal que se erguiam sobre as vagas. Senti o calor dos teus lábios nos meus, os nossos corpos ferviam anunciando uma erupção de lava incandescente. Fogo que ardia que vaporizava a chuva que caía nos nossos corpos despidos, enquanto respirávamos o ar quente da transpiração. Navegávamos num barco de bruma, de pétalas de seda e velas de luz, sobre os maremotos de água límpida e transparente.&lt;br /&gt;Chegamos ao fim do mundo ainda a noite não surgira. Coloquei-te no alto, junto à lua e beijei-te no ventre. Cobrimo-nos com um lençol de estrelas e construímos um ser de face simétrica, um cânone dos tempos modernos. As terras abalavam entretanto, raios e trovões eram as vozes de Marte e de Vénus que se amavam sobre os céus.&lt;br /&gt;— te quiero.&lt;br /&gt;murmuraste-me ao ouvido, entre um suspiro ousado.&lt;br /&gt;Respondi-te com uma flor entre os teus seios. E desta vez voamos mesmo até ao cume da almofada.&lt;br /&gt;A nossa cama, desmanchada mas feliz, adivinhava ternura. Um pequeno nascera entre a primavera e o outono. Seria o filho mais bonito da terra, de olhos cor do mar e cabelos de oiro puro. Um príncipe de Saint Exupery. Seria a estrela mais pura do universo, tal como a mãe, que era um raio de sol e que se fez mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai aguarda-os aqui na sala, observando a chuva que bate nas vidraças e que escorre como lágrimas, escrevendo histórias de amor às suas plantas do jardim. E os bonecos das estantes dançam com a música que paira no ar do acordeão do velho senhor que pede esmola na soleira da porta. E as luzes das lâmpadas sorriem e o vento assobia melodias até que o sol reaparece. Levantei-me da cadeira e dirigi-me à porta. Abri-a para saber que voltaste. Apesar de saber que nunca cá estiveste. Convidei-te para entrares no meu mundo e recordar aquilo que eu gostava de viver contigo. Hesitaste de súbito mas esperei pela resposta enquanto chovia raios sol ao cair da tarde...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36203388-116112120059518337?l=flordomeudesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/feeds/116112120059518337/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36203388&amp;postID=116112120059518337&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/116112120059518337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/116112120059518337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/2006/10/um-raio-de-sol-que-se-fez-mulher.html' title='Uma resposta enquanto chovia raios sol ao cair da tarde...'/><author><name>Ricardo Jorge</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36203388.post-7056443621311635221</id><published>2006-05-12T22:18:00.000-07:00</published><updated>2010-03-18T20:32:16.824-07:00</updated><title type='text'>Poema do horror... ou da triste despedida.</title><content type='html'>Claro&lt;br /&gt;Claro como a água!&lt;br /&gt;Transparente?&lt;br /&gt;Era eu? Era eu...&lt;br /&gt;E tudo muda&lt;br /&gt;Porque não sou teu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu&lt;br /&gt;Um objecto ou um projecto?&lt;br /&gt;Passei a protesto,&lt;br /&gt;Bem sei...&lt;br /&gt;Pelo silêncio&lt;br /&gt;Não só teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do eu&lt;br /&gt;Quiseste tudo,&lt;br /&gt;Porque era teu,&lt;br /&gt;E seria teu&lt;br /&gt;Se me quisesses &lt;br /&gt;Sendo eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos pouco guardo mágoa,&lt;br /&gt;Mas já não cai água&lt;br /&gt;Dos meus olhos.&lt;br /&gt;Sinto mágoa&lt;br /&gt;Porque afinal quem amava...&lt;br /&gt;Era eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me arrependo&lt;br /&gt;De ter acreditado.&lt;br /&gt;Afinal era uma posse&lt;br /&gt;De pele e osso...&lt;br /&gt;Um escravo ou uma montra.&lt;br /&gt;Uma insistência sem existência,&lt;br /&gt;De um orgulho sem virtude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do tudo podes ficar sem nada,&lt;br /&gt;Porque dei-te o que não tinha.&lt;br /&gt;Até sem mundo fiquei&lt;br /&gt;Em detrimento do teu&lt;br /&gt;Para eu&lt;br /&gt;Ficar sem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado ó "inteligência",&lt;br /&gt;Pela tal negligência&lt;br /&gt;De parir tanto egoísmo!&lt;br /&gt;E afinal "tanto amor"&lt;br /&gt;Era só o narcisismo,&lt;br /&gt;Tão fútil&lt;br /&gt;Que horror...&lt;br /&gt;Que tristeza &lt;br /&gt;Tanta dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36203388-7056443621311635221?l=flordomeudesejo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/feeds/7056443621311635221/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36203388&amp;postID=7056443621311635221&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/7056443621311635221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36203388/posts/default/7056443621311635221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flordomeudesejo.blogspot.com/2007/05/poema-do-horror-ou-da-triste-despedida.html' title='Poema do horror... ou da triste despedida.'/><author><name>Ricardo Jorge</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
